sábado, 12 de junho de 2010

Uma Revolução de todas/os e de cada uma/um!

Em cada noite de apresentação, numa cena da peça, a Frida brinda! É claro que o brinde é dentro de um contexto, que guarda muitos signos. Ouvimos e lemos tantas coisas a nosso respeito quando colocamos um trabalho em cena, algumas pertinentes e outras tão doidas. Mas numa coisa todas/os concordamos: os que criam e os que avaliam, sentem, vibram, etc. Tudo têm muito amor. Daí a Revolução! Daí o fio condutor desta postagem: este é um ótimo momento para um brinde!

VIVA LA VIDA!

Hoje e amanhã, estaremos fazendo as últimas apresentações da peça Frida Kahlo, à Revolução! na sala 302 da Usina do Gasômetro/POA, sempre às 20hs. Os ingressos são vendidos no local, uma hora antes do início do espetáculo. Na quinta, vamos à Erechim; na sexta à Bento Gonçalves e no sábado à Lajeado, pelo ArteSesc.

UMA REVOLUÇÃO DE TODAS/OS E DE CADA UMA/UM!

É enorme o prazer de ver um trabalho tomando forma, crescendo e expandindo-se de sensações! Mesmo ouvindo inúmeras vezes que, ser artista nesse país é ter simpatia sadomasoquista e outras sentenças similares (que-entram-num-ouvido-e-saem-noutro), sabemos que em nosso plexo solar só cabem o AMOR-TÃO-TÃO-absorvente: pura-avidez, com a qual se segue atrás de uma idéia, se encharcando de possibilidades pra atingir algo numa atuação, num papel, numa personagem, numa direção, numa criação de luz, de cenografia, de coreografia e/ou de uma trilha sonora.



Frida se encharcava assim também e fez muito habitando um corpo que não acompanhava sua energia interna! É por isso o nosso brinde: à Revolução que iniciamos no momento de nosso nascimento, nossos passos, às tentativas de vencer nossas limitações pessoais, físicas, sentimentais, intelectuais e psicológicas!

Que continuemos a nos revolucionar, numa fé inesgotável e num amor puro e cheio de coragem!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Margarita Zapata nos emocionou!


Na foto acima, eu e o músico Luciano Alves com a neta de Emiliano Zapata- el gran insurecto! Ela nos prestigiou em nossa apresentação desse domingo, dia 06!
Foi emocionante ter uma mexicana de sangue e alma falando tantas coisas especiais sobre o nosso trabalho. Não há como explicar o que isso significa. Têm também essa coisa da história: saber que o avô de Margarita foi o grande líder da Revolução Mexicana, um rancheiro que lutou ao lado dos indígenas contra a escravidão e o governo ditador de Porfírio Diaz!

Grácias Margarita!

sábado, 5 de junho de 2010

Frida Kahlo, à Revolução! na Usina do Gasômetro

Estaremos de hoje ao dia 13 de junho, sábados e domingo na Sala 302 da Usina do Gasômetro (Espaço Teatrofídico), sempre às 20hs. Os ingressos são limitados - estarão sendo vendidos a partir das 19hs (uma hora antes da peça) e custam R$ 10,00.

Também deixo o link da Programação Estadual do SESC. Assim podem informar-se sobre vários eventos e acompanhar as cidades onde passaremos, ainda em Junho!

La Llorona

ONTEM eu e o Lu lemos sobre a lenda de La Llorona. A canção de Chavela Vargas foi inspirada no folclore mexicano dessa mulher que vagava pelas noites do México, sempre a chorar. Em Algumas versões dessa lenda, que é a mais conhecida no país da Frida, consta que uma tragédia aconteceu na vida dessa bela mulher que tanto chora: ela teria sido abandonada pelo homem que amava e no desespero matou os dois filhos. Como castigo, vaga sem destino. Sempre à noite. Sempre aos prantos.
Reza essa mesma lenda, que quando La Llorona consegue carona de um viajante desavisado, prontamente, inicia um jogo de sedução com o respectivo. Se ele cede aos seus encantos, ela o mata. Se não, apenas o fere. Sua vingança continua a cada noite como se visse o seu amado em cada homem que encontra e todo o sofrimento do abandono viesse à tona!

La Llorona - Chavela Vargas

Todos me dicen el negro, Llorona
Negro pero cariñoso.
Todos me dicen el negro, Llorona
Negro pero cariñoso.
Yo soy como el chile verde, Llorona
Picante pero sabroso.
Yo soy como el chile verde, Llorona
Picante pero sabroso.
Ay de mí, Llorona Llorona,
Llorona, llévame al río
Tápame con tu rebozo, Llorona
Porque me muero de frió
Si porque te quiero quieres, Llorona
Quieres que te quieres más
Si ya te he dado la vida, Llorona
¿Qué mas quieres?
¿Quieres más?