quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Retomamos os ensaios!

"A Vida calada...
que dá mundos.
Veados feridos
Roupas tehuanas
Raios, dores, Sóis
ritmos escondidos
"A menina Mariana"
frutas muito vivas.
a morte se afasta -
linhas, formas. ninhos.
as mãos constroem
os olhos abertos
os Diegos sentidos
lágrimas inteiras
são todas muito claras
Cósmicas verdades
que vivem sem ruídos
____________________
Árvore da Esperança
mantenha-se firme.

É muito bom ter em mãos a biografia definitiva de Frida Kahlo, escrita por Hayden Herrera e publicada pela primeira vez em 1984. Esgotada há muito no Brasil, foi reeditada pela Ed. Globo, neste 2011.  Este poema, fazia parte da primeira exposição individual da obra de Frida, em seu amado solo mexicano, em 1953. Ele abre este post especial que comemora a retomada dos nossos ensaios. Nessa última quarta-feira, eu a Lara Coletti (cenógrafa) e nosso diretor Daniel Colin, nos reunimos pra prepararmos nossa Frida para 2012.
Que venha o Ano Novo!!!!


Daniel Colin e Juçara Gaspar


Lara Coletti


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

LEILÃO DE FOTOS - UM OLHAR SÓCIO CULTURAL

Uma mobilização nacional e internacional de fotógrafos em apoio aos projetos sociais do fotógrafo João Roberto Ripper, resultou em um dos maiores leilões de fotografia do Brasil. 60 obras foram leiloadas no dia 10 de agosto, em Porto Alegre, no Palácio Santo Meneguetti.

A suuuuper fotógrafa e amiga do coração Beatriz Sallet doou um retrato que ela fez no camarim, em uma das apresentações de "Frida Kahlo, à Revolução!"Nossos agradecimentos profundos à Bea e à todos que transformam em ação seus sentimentos de solidariedade
O leilão contou tb com obras dos seguintes fotógrafos: Adriana Medeiros - Adriane Vasquez - Adriano Rodrigues - Alécio de Andrade - Álvaro Vilela - Bebeto Alves -  Beliza Boniatti - Carlos Carvalho - Cassio Vasconcelos - Cesar Barreto - Christina Bocayuva - Cia de Foto - Custódio Coimbra - Daniel de Andrade - Eduardo Seidl - Edson Vara - Egberto Nogueira - Fábio Caffé - Fernanda Chemale - Fernando Bueno - Fernando Schmitt - Flavio Damm - Guilhermo Planerl - Guy Veloso - Januário Garcia - João Bittar - João Urban - José Medeiros - Júlio Bittencourt - Juvenal Pereira - Karina Kunze - Kita Pedroza - Kitty Paranaguá - LeopoldoPlentz - Luis Fernando Verissimo - Luiz Abreu - Luiz Carlos Felizardo - Luiz Achutti - Marcelo Buainain - Mario Cravo Neto - Marizilda Crupe - Nair Benedicto - Patrícia Gouvea - Paulo Backes - Pedro David - Ratão Diniz - Renan Cepeda - Ricardo Azoury - Ripper - Rogério Reis - Rosângela Rennó - Sandra Genro - Sebastião Salgado - Severino Silva - Tadeu Vilani - Tiago Santana.







Fotos: BEATRIZ SALLET
FRIDA KAHLO, À REVOLUÇÃO!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Entrevista do Correio do Povo com o ator e diretor Daniel Colin


Daniel Colin em Não eu

(Crédito: Thais Fernandes / Divulgação / CP Memória)


A mente inquieta e múltipla de Daniel Colin

Premiado ator e diretor fala da peça "Wonderland" e de sua trajetória
Ele veio de Santos (SP) para estudar no Departamento de Artes (DAD) da UFRGS, há doze anos, onde conheceu a maior parte de seus parceiros do meio artístico. Até hoje, Daniel Colin não se adaptou ao frio e calor extremos, mas o esforço valeu a pena: montou seu próprio grupo, o teatro Sarcáustico e arrebatou os Prêmios Tibicuera de Direção, Dramaturgia e Ator Coadjuvante no infantil "Jogo da Memória"; Açorianos de Dramaturgia (com Felipe Vieira de Galisteo) e Braskem de Melhor Ator em "A Vida Sexual dos Macacos" e Açorianos de Espetáculo e Direção, em "Wonderland e o que M. Jackson Encontrou por Lá".

Com 32 anos, teve seu último trabalho consagrado pelo público e crítica e no final de julho emplacará o próximo: "Breves Entrevistas com Homens Hediondos". Cursando o mestrado em teatro pelo Departamento de Arte Dramática da UFRGS, vive um momento especial também no plano pessoal, já que está prestes a ser pai.

Após incursionar pelo universo pop, pelo qual é fascinado, através da vida de Michael Jackson, na peça em busca de patrocínio para que consiga voltar a cartaz, um dia pretende fazer um espetáculo baseado na vida de Pedro Almodóvar, um de seus cineastas preferidos.

CP - Com um elenco tão numeroso, foi complicado fazer a direção de "Wonderland"?

Colin - Foi complicado dirigir por ter muitos atores e por eu também estar em cena, como aconteceu em "Gordos ou Somewhere Beyond the Sea" e "Jogo da Memória". Desta vez chamamos Tainah Dada para a assistência de direção, que deu o olhar de fora, controlou as improvisações e ajudou na limpeza das cenas. E Maico Silveira fez a direção de atores.

CP - Por este mesmo motivo não fica praticamente inviável participar de festivais?

Colin - Precisamos de um espaço físico muito específico e a equipe de 20 pessoas torna difícil, agora estamos nos dando conta disto. Pensamos em fazer no Renascença, com o público em cima do palco, mas não atende às exigências do espetáculo.

CP - Além dos prêmios que ganhou e do sucesso de público e crítica, como tem sido o retorno da peça?

Colin - Fizemos um ensaio geral para quatro EJAs (Escola para Jovens e Adultos). Os do Campus do Vale viram só o primeiro ato e com o bate-papo entenderam, adoraram e quiseram saber o final. Foi legal porque contemplou avós e público leigo, que nunca tinha ido antes ao teatro. No momento estamos buscando patrocínio para bancar o custo, em torno de R$ 1 mil por dia, com segurança, luz, transporte e montagem de cenário. E inscrevemos no Porto Alegre em Cena.

CP - E sobre o teu próximo trabalho, "Breves Entrevistas com Homens Hediondos", que estreia no final de julho?

Colin - Tivemos que parar os ensaios em função de "Wonderland". Escolhemos oito contos do livro homônimo de David Foster Wallace, e cada entrevista é dirigida por um ator. O projeto ganhou o Prêmio de Pesquisa no Teatro de Arena e eu faço a direção. Aqui temos o extremo oposto de "Wonderland" e nosso grande desafio: foco no texto, minimalismo da interpretação e quatro atores atuando num espaço condensado, com quatro portas gradeadas que se desmontam e viram jaulas.

CP - A repercussão de "Wonderland" na classe artística fez com que muita gente quisesse atuar com o teu grupo, o Sarcáustico. Como foi isto pra vocês?

Colin - Em "Wonderland" trabalhamos com cinco artistas convidados, foram oito meses de ensaio, numa confusão gratificante. Recebemos propostas de pessoas querendo falar com a gente, foi quase instantâneo o que aconteceu. Há dois anos atrás as pessoas nem sabiam quem a gente era. O que abriu foi as portas foi a Mostra dos Cinco Anos do Sarcáustico, promovida pela Prefeitura, composta por "IntenCIDADE", "Há Vagas para Moças de Fino Trato", "Gordos", "A Noiva Quer Casar" e "Jogo da Memória". Pra nós já são oito anos de estrada. Desde 2009 estamos sediados na Usina do Gasômetro e no momento estamos nos estruturando profissionalmente. Em 2010 algumas pessoas saíram: Felipe Vieira de Galisteo casou e foi para São Paulo, onde dá aulas de teatro e Maico Silveira está trabalhando em Brasília, num projeto que linka Porto Alegre e Distrito Federal. Se em "Wonderland" todos trabalharam juntos, "Breves Entrevistas..." junta os que ficaram.

CP - Neste turbilhão ainda tem o mestrado em Artes Cênicas, no Instituto de Artes da UFRGS. A quantas anda?

Colin - "Não Eu: a Busca Incessante do Performer por Si Mesmo" trabalha com Thais Fernandes e Ricardo Zigomático. Começou o ano na parte prática, teve dois meses de ensaio e retoma no final do ano, com qualificação no início de agosto. Anos atrás fiz uma performance que imitava o corpo e passos da Beyonce. Fico intrigado com as pessoas que modificam seus corpos para se parecerem com alguém e pensei na modificação do corpo em busca de um eu. De que forma posso transformar meu corpo a partir do corpo de outra pessoa?

CP - Quais são os teus planos?

Colin - Com o mestrado tô percebendo o quanto gosto de pesquisar a linha acadêmica. Pretendo fazer doutorado, talvez fora daqui, mas não quero parar de fazer teatro. Meu barato mesmo é atuar, mais que dirigir. Não consigo dirigir sem estar em cena, prefiro atuar sempre e escrever os textos, montar a dramaturgia.

CP - E quanto às influências?

Colin - No teatro acho sensacional o trabalho do Nekrosius, Zé Celso Martinez e Enrique Diaz e na dança, Constanza Macras, que inspirou o trabalho do Sarcáustico e Pina Bausch. O cinema é muito forte na minha vida. "Wonderland" bebeu muito na estética de Tim Burtom. Foi tudo muito coincidente: quando montamos o projeto Michael Jackson faleceu e depois soubemos que Burton ia estrear "Alice no País das Maravilhas". Tem ainda Luiz Fernando Carvalho e Almodóvar, que adoro e quero fazer um espetáculo inspirado nele.

CP - Quando você decidiu ser ator?

Colin - Desde criança gostava de me expressar: fazia poesias e escrevia histórias. Achava que seria poeta. Mas no 2º grau uma colega, de quem gostava, me convidou para fazer uma oficina teatral e acabei levando mais a sério que ela. Comecei a fazer teatro amador em Santos, minha cidade natal e me dei conta que queria trabalhar com isto. Tentei e universidade lá, mas passei aqui. Há 12 anos, sem conhecer ninguém, vim pra cá. Mas tem coisas que não me adequei até hoje, como o frio extremo e o calor.

CP - Qual foi a tua trajetória artística?

Colin - Tudo que fiz até hoje foi fruto do que conheci no Departamento de Arte Dramática (DAD) da UFRGS. Fiquei seis anos no Depósito de Teatro, onde fiz "Abracadabra", "Medusa de Rayban" e Dr. QS". Trabalhei na equipe das Bagassextas e ano passado voltei a trabalhar com Roberto Oliveira, em "Solos Trágicos". Em 2004 me formei com "Gordos" e criei o Sarcáustico muito vinculado aos trabalhos do DAD. Quando o Depósito de Teatro fechou, convidei algumas pessoas e propus que investíssemos no nosso grupo. Era 2008, e aí surgiu "A Noiva Quer Casar" em agosto, "O Jogo da Memória" em setembro e "A Vida Sexual dos Macacos", em outubro. Estávamos quase arrancando os cabelos quando fomos indicados a três prêmios, ganhamos o Fumproarte e a mostra de cinco anos do grupo.

http://www.correiodopovo.com.br/ArteAgenda/?Noticia=303642

Fonte: Vera Pinto / Correio do Povo

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Frida por Rauda Jamis

    Frida Kahlo aprendeu com seu pai, a arte da fotografia, tirando e retocando fotos (JAMIS, 1987). Entrou em 1922 para a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México, onde estudou desenho, modelado e aprendeu a técnica da gravura com Fernando Fernández, um amigo do pai de Frida. Este era um pintor comercial bem conhecido e respeitado, que contratou Frida para trabalhar com ele depois da escola, oportunidade em que a ensinou desenhar e copiar obras do Impressionista sueco Anders Zorn. Fernández surpreendeu-se com o talento dela.
    Nesta época o país era governado pelo ditador Porfírio Díaz e, devido à revolução, bem como à influência européia, a Escola Preparatória Nacional havia entrado numa onda de nacionalismo, o que influenciou a visão política da pintora.

A escola tornara-se um dos focos do ressurgimento do sentimento patriótico Mexicano. A volta às origens era exaltada, toda e qualquer proveniência de raízes indígenas valorizada. Paralelamente, havia uma incitação a inspirar-se na herança ocidental, graças a uma política cuja ambição em matéria de cultura era colocar os clássicos, de todos os domínios, ao alcance de todo mundo. [...] Foi essa a época do surgimento dos primeiros muralistas mexicanos, José Clemente Orozoco, Diego Rivera, David Siqueiros, que contribuíram para colocar a arte, meio de transmissão de ideais e testemunho da história, a serviço das massas. (JAMIS, 1987, pp. 48-49)

sábado, 2 de abril de 2011

Museu Frida Kahlo - Casa Azul

Uma casa é um lugar totalmente espiritual.
Ela abriga a energia de seus habitantes, concentrada
em suas paredes, móveis, portas, passagens, etc.

Esse link leva-nos à um passeio virtual pela casa da Frida.
Casa de muitas histórias, que abrigou toda a família Kahlo, desde a infãncia da pintora. Depois de casada, Frida mudou-se com Diego para San Angel - mais tarde subúrbio a sul da Cidade do México - numa casa constituída por dois cubos: Frida vivia no menor, o azul, e Diego transformou o maior, o cor-de-rosa, num estúdio espaçoso. Após casarem-se pela segunda vez, os dois mudaram-se para a casa da família de Frida, onde viveram até a morte da pintora, em 1954.

Dona Matilde e Seu Guillermo quase perderam essa casa, por conta de uma hipoteca. Na época posterior ao acidente de Frida, a família que vivia com os recursos do trabalho de fotógrafo do Sr. Kahlo, passou a endividar-se com os custos médicos. Foi Diego quem recuperou a casa e a devolveu ao sogro. A Casa Azul virou museu e lá dentro estão as energias de todas essas histórias, além de outras tantas como ter sido o primeiro teto de Trótski, durante seu exílio no México. Natalia Sedova e Trotski, viveram na casa dos Kahlo de 1937 à 1939.

Vamos ao passeio!!!!

http://www.recorridosvirtuales.com/frida_kahlo/museo_frida_kahlo.html

segunda-feira, 14 de março de 2011

Diário da Peça - Parte I

PSICODÁLIA - Nossa apresentação no Psicodália 2011 foi muito bacana. Mais de 150 pessoas, lotaram o Saloon e viajaram conosco numa mesma sintonia. Aproveito pra agradecer a Mayra - produtora de teatro do Festival e à todas/os os presentes.

Vamos publicar fotos-registro da passagam de nossa Frida por Rio Negrinho/SC. Enquanto isso, deixo o maior presente do Festival, nosso encontro, papo e foto com o grande Tom Zé.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

FRIDA KAHLO, À REVOLUÇÃO! NA SEMANA DA MULHER

ATIVIDADES GRATUITAS EM HOMENAGEM AO

DIA DA MULHER

         Nos dias 11, 12 e 13 de março, a Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre promoverá uma homenagem ao dia internacional da mulher, com atividades gratuitas. No primeiro dia, haverá o bate papo Kahlo e a percepção do feminino e depois seguem apresentações do espetáculo Frida Kahlo, à Revolução! durante todo o final de semana, com distribuição de senhas 1h antes.
        O espetáculo, escrito por Juçara Gaspar e dirigido por Daniel Colin, é focado no princípio revolucionário, com a própria Frida conduzindo o espectador por uma redescoberta ética e estética, da arte como denúncia solidária e solitária, possível através da mágica que é o fazer teatral.
        O bate papo contará com convidadas especiais, que conduzirão um diálogo sobre discussão de gênero a partir de Frida Kahlo.


SERVIÇO:

BATE PAPO
11 de março
Sala Álvaro Moreyra
sexta às 19h30

Convidadas:
Cláudia Prates, representante da Marcha Mundial das mulheres
Bárbara Wilbertt, diretora de formação e cultura do SINTRAJUFE
Enid Backes, socióloga e feminista
Mediação de Ana Fagundes, Secretária Adjunta de Cultura


FRIDA KAHLO – À REVOLUÇÃO!
11 e 12 e 13 de março
Teatro Renascença
Sexta e sábado às 21h, domingo às 20h
Entrada Franca – distribuição de senhas 1h antes

Frida pensativa, com seu emblemático quadro Unos cuantos piquetitos na parede.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Psicodália, Tom Zé, Frida Kahlo e Revolução!


Estaremos no Psicodália, apresentando uma cena da peça - dia 07 de março - 18 horas. Creio que temos bastante a ver com o clima de fruição de cultura que rola nesse evento e pra nós que amamos a estrada e as experiências de cada dia, vamos cheios de vontade de contribuir com este trabalho e com as idéias da Frida.
Que seja psicodélica!

As flores da Frida o Tom Zé já colheu.
Maiores informações: http://www.psicodalia.mus.br/